A Sauna do Hotel

Viajando sozinha a trabalho, Renata decidiu aproveitar a sauna do hotel antes de dormir. Não esperava encontrar companhia àquela hora — muito menos um homem tão interessante quanto Bruno, também ali sozinho, fugindo do estresse de reuniões intermináveis.

 

"Prometo que não vim atrapalhar", ele disse, sorrindo, sentando do outro lado do banco de madeira. O vapor deixava tudo mais lento, mais íntimo, as conversas fluindo com uma facilidade que surpreendia os dois. Em algum momento, o silêncio virou mais confortável que as palavras.

 

"Você tem um jeito perigoso de olhar para as pessoas", Renata comentou, aproximando-se sem perceber. "Só quando a pessoa merece", ele respondeu, e o que aconteceu depois foi inevitável — um beijo lento no calor do vapor, as mãos explorando o que a toalha mal escondia.

 

Nenhum dos dois se lembrava mais do estresse do trabalho quando finalmente saíram da sauna, muito mais tarde do que qualquer um planejava — e com planos bem mais interessantes para o resto da viagem.

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