O Táxi da Madrugada
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Saíndo da mesma festa, sem carro e já tarde da madrugada, Juliana e Pedro acabaram dividindo o mesmo táxi por morarem em bairros próximos. Mal se conheciam, apenas amigos de amigos, mas o álcool e o cansaço deixaram a conversa surpreendentemente fácil.
“Você sempre fica tão quieta em festas ou só estava me evitando?”, ele perguntou, um sorriso malicioso no rosto iluminado pelas luzes da rua passando pela janela. “Evitando, com certeza”, ela respondeu, se aproximando mais do que precisava no banco de trás apertado.
O motorista aumentou o rádio, dando uma privacidade acidental que nenhum dos dois recusou. “Isso é uma péssima ideia”, Pedro sussurrou, mesmo enquanto se inclinava para mais perto. “As melhores sempre são”, Juliana respondeu, fechando a distância num beijo que fez o trajeto de vinte minutos parecer segundos.
Quando o táxi finalmente parou, nenhum dos dois desceu no próprio endereço — os dois seguiram juntos para o mesmo destino.